A MORENINHA
Autor-Joaquim Manuel de Macedo
Tema: fidelidade de
um amor de infância
Augusto e Carolina, personagens centrais do romance, são volúveis e
inconstantes em seus sentimentos. Augusto é estudante de Medicina no Rio de
Janeiro, onde tem alguns colegas como Filipe, irmão de Carolina, Leopoldo e
Fabrício. Carolina vive com a avó D. Ana. Joaninha, Quiquinha, Clementina e
Gabriela são primas e amigas de Carolina.
Quando, juntamente com os colegas de faculdade de Medicina, Augusto chega a
Paquetá e se encontra com Carolina, começam a aparecer algumas mudanças nas
atitudes e sentimentos de ambos.
Essa transformação e o sólido amor que nasceu entre eles são explicados
posteriormente ao chegarem à certeza de que sua união já estava programada há
muito tempo, por eles próprios.
Na verdade, eles se haviam conhecido, ainda crianças, numa praia, e
prometeram-se mutuamente em casamento assim que chegassem à maioridade. Depois
daquele encontro, nunca mais haviam se encontrado, esperança do reencontro e do
cumprimento da promessa fizera com que não se ligassem seriamente a ninguém.
Com o casamento de Carolina e Augusto, este é obrigado a escrever um romance
intitulado "A Moreninha" (apelido de Carolina ), para pagar
uma aposta perdida para Felipe: Augusto apostara que nunca iria se apaixonar
por ninguém naquelas férias.
"O clima deste romance é o da despreocupação alegre da juventude que, em
meio à garridice dos passeios e dos namoricos, vai vivendo as horas e os dias fugazes
"que não voltam mais". Tendo como cenário o Rio de Janeiro e uma de
suas ilhas, criou Macedo um dos tipos mais queridos do romance brasileiro, a
personagem feminina mais cativante da nossa Literatura. Por apelido Moreninha,
de nome Carolina, ela há muito tempo se tornou o símbolo dos amores juvenis.
A Moreninha era o tipo perfeito de adolescente do século passado, entre 14 e 15
anos. Pertencia à pequena burguesia fluminense em pleno florescimento. Alegre,
saltitante, brejeira e traquinas, nada levava definitivamente a sério, brincava
com as pessoas e os sentimentos, enquanto esperava o seu eleito. Ela aparece no
romance em meio a outras mocinhas e senhoras, numa festa "na ilha de
..." ( o autor não diz qual á a ilha ), e é descrita como um beija-flor no
salão, sentando-se e levantando-se a cada momento, ora desfolhando um lindo
pendão de rosas, ora derramando água-de-colônia no chapéu de um convidado, ora
beliscando o seu irmão Filipe ou fazendo caretas para um amigo deste.
A princípio, o estudante Augusto, que iria a ser seu o amado, acha-a estouvada,
caprichosa e até feia. Na opinião de uma senhora, ela era "travessa como
um beija-flor, inocente como uma boneca, faceira como o pavão, e curiosa ...
como uma mulher". Era assim a Moreninha, tal como descreve Macedo, e assim
ela ficou célebre e ganhou vida e tradição."
Nenhum comentário:
Postar um comentário