quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

REALISMO E NATURALISMO




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O realismo é uma vertente literária que se concentra em retratar a vida e o dia-a-dia da pessoa comum. Enquanto isso, apesar do naturalismo também retratar a vida dos indivíduos, coloca um aspecto científico à peça literária, dando mais ênfase nas influências da vida humana.
O realismo lidava com assuntos que descreviam o cotidiano das pessoas comuns, sendo uma espécie de relato dos acontecimentos cotidianos das classes média e baixa da sociedade.Por outro lado, o naturalismo se concentrava em tópicos mais sombrios que envolviam a vida do homem comum. Esses tópicos incluíam prostituição, violência, corrupção, vício e outros tópicos.




Definição
 REALISMO
 é um movimento literário caracterizado pela representação da vida real.
 NATURALISMO
é a consequência do realismo literário, influenciado por teorias científicas.
Características
Representação verdadeira e objetiva;
Narrativa lenta;
Linguagem direta;
Crítica às instituições sociais.
Verdadeiro, objetivo e científico;
Linguagem simples;
Impessoalidade;
Uso de regionalismo.
Abordagem
Retrata o dia-a dia-de pessoas comum.
O naturalismo retratou como o ambiente, a hereditariedade e as condições sociais controlam o ser humano.
Temas
Romances realistas usam temas como sociedade, classe social, etc.
Romances naturalistas usam temas como violência, pobreza, corrupção, prostituição
Retrato Social
Geralmente escreve sobre famílias de classe média ou pessoas comuns.
Geralmente focado em sujeitos de classes mais baixas.
Primeira obra
Madame Bovary (1857), de Gustave Faubert.
Thérèse Raquin (1867), de Émilie Zola.
Principais autores e obras no Brasil
Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro) e Raul Pompeia (O Ateneu).
Aluísio Azevedo (O Mulato, O Cortiço) e Adolfo Ferreira Caminha (A Normalista).






DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO REALISMO

O realismo como movimento literário surgiu na França em 1848 e depois se espalhou pela Europa e pelo resto do mundo. Foi visto como uma tentativa de descrever as vidas das classes baixa e média, como uma reação ao romantismo, que contava histórias de realeza.
Apresentando histórias da classe trabalhadora, o realismo rompeu com o estilo tradicional. Não havia heróis românticos ou divindades fascinantes, apenas histórias sobre pessoas comuns com as quais as massas poderiam facilmente se identificar.
Suas obras não empregam convenções artísticas ou eventos improváveis e sobrenaturais. Autores realistas contam histórias sobre experiências cotidianas de pessoas comuns de forma direta e objetiva. Entre suas principais características estão o objetivismo, a narrativa lenta, uso de linguagem direta e adjetivos realistas.


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Realismo no Brasil tem como marco inicial a obra Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), de Machado de Assis. ... É nesse contexto que surge um dos mais importantes escritores de nossa literatura: Machado de Assis (1839 – 1908).










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DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICA DO NATURALISMO

O naturalismo foi a evolução do realismo, que se tornou popular durante a década de 1880. Nele, foi acrescentada a lógica, uma maior objetividade e demonstração de fatos, concentrando-se no método científico e na observação.


Os naturalistas evitavam o sobrenatural, o simbolismo e a fantasia. Apesar de também expor o dia-a-dia de pessoas comuns, o naturalismo mostrava um lado mais sombrio da sociedade. Suas obras abordavam temas como a corrupção, pobreza, violência, prostituição e miséria.
O uso dessas temas sombrios fez com que os naturalistas fossem frequentemente criticados por serem muito pessimistas.
Dentre as principais características do naturalismo estão o realismo exagerado, o uso de linguagem simples e regionalismos, a impessoalidade, o ser humano mostrado como animal, sensualismo e erotismo ,e objetivismo científico.



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ROMANTISMO-SÉCULO XIX

ROMANTISMO-SÉCULO XIX ( Na Europa surgiu no final do século XVIII)
Pinturas do Romantismo (2)

O romantismo foi um movimento artístico, intelectual e filosófico que surgiu na Europa no final do século XVIII e, na maioria dos locais, atingiu seu ápice na metade do século XIX.
O romantismo se caracterizou pela ênfase nas emoções, no individualismo e na exaltação da natureza. Por esses motivos, o movimento é entendido como uma reação ao racionalismo e materialismo exacerbados difundidos pelo Iluminismo e pela Revolução Industrial.
O período romântico também foi marcado pela rejeição aos preceitos de ordem, harmonia e balanço, característicos do Classicismo. Para os românticos, o foco era a subjetividade de cada indivíduo, incluindo o irracional, o imaginário, o espontâneo e o transcendental.
Embora o romantismo tenha se manifestado de forma mais explícita nas artes visuais, música e literatura, o movimento teve grande impacto na educação, nas ciências sociais e nas ciências naturais. Especificamente na política, o romantismo teve um efeito complexo, uma vez que os apelos às emoções inspiraram muitos discursos políticos utilizados no conservadorismo, liberalismo, nacionalismo, etc.

CARACTERÍSTICAS DO ROMANTISMO

Considerando que o romantismo buscava um afastamento dos valores de urbanização, progresso e racionalidade, a maioria das suas características são oposições diretas a esses preceitos. Entre os principais traços do movimento estão:
·         Individualismo e subjetivismo
Os pensadores e artistas românticos davam grande ênfase às suas características e experiências pessoais, que geralmente eram definidas por sentimentos e emoções. Dessa forma, as obras românticas eram marcadas por um forte subjetivismo que retratava de forma fiel a visão de mundo dos autores.
  • ·         Valorização das emoções e sentidos

O romantismo combatia o pensamento excessivamente lógico e racional, defendendo que as emoções e os sentidos eram igualmente importantes na formação do raciocínio.
  • ·         Exaltação da natureza

Para os românticos, a natureza consistia em uma força incontrolável e transcendental que, apesar de estar relacionada, era distinta dos elementos físicos como árvores, folhas, etc.
  • ·         Rebeldia e idealismo

O romantismo rejeitava o status quo e via as regras do mundo moderno como limitações ao crescimento pessoal, político e artístico. Assim, os artistas românticos eram idealistas e frequentemente se retratavam como heróis rebeldes, à margem da sociedade e viam seu trabalho como uma forma de promover a mudança. Por esse motivo, era comum que a arte romântica retratasse a injustiças sociais e as opressões políticas da época.
  • ·         Foco na imaginação

Considerando que o romantismo representava uma fuga dos valores da época, os pensadores e artistas românticos frequentemente recorriam à imaginação na produção das suas obras. Na literatura, por exemplo, o objetivo não era descrever o mundo como ele é, mas sim como ele poderia ser.

ROMANTISMO NAS ARTES

A arte romântica era essencialmente baseada no individualismo, na natureza e no imaginário. Esses valores se manifestaram em todos os ramos artísticos da época e inspiraram pinturas, esculturas, poemas, etc.
Devido a ênfase na imaginação, os artistas davam muita importância à intuição, ao instinto e à emoção, sem que isso implicasse em um afastamento total da razão e da lógica. Por serem altamente pessoais e subjetivos, esses sentimentos reforçavam a noção de individualismo que marcou o movimento.
“Eu devo criar um sistema ou ser escravizado pelo de outro homem.” - William Blake
“Toda boa poesia é um fluxo espontâneo de sentimentos poderosos.” - William Wordsworth
Para os românticos, o individualismo se manifestava de forma mais plena em contextos de solidão. Por esse motivo, a arte romântica tende a ser fortemente meditativa. Esse foco no imaginário e no subjetivismo afastava a noção de que a arte era um espelho do mundo. No romantismo, a arte criava um mundo paralelo.
"A balsa da Medusa", de Theodore Gericault, representando a ênfase que a arte romântica dava ao imaginário.
Com relação a natureza, até o século XVIII a mesma era vista exclusivamente como algo à disposição do homem. Essa postura foi reforçada pela Revolução Industrial, que trouxe novas tecnologias capazes de extrair cada vez mais recursos da natureza, sem preocupação com o meio ambiente.
O romantismo trouxe um novo conceito de natureza que não se limitava aos bosques, árvores e animais. Para os românticos, a natureza era uma entidade superior e incompreensível aos homens. Por esse motivo, o tema também era visto de forma subjetiva e sua retratação variava de artista para artista.
Entre as formas mais comuns de interpretação da natureza estavam a ideia de que era um lugar divino, um refúgio do mundo industrializado ou mesmo um poder de cura. Essa valorização da natureza fez com que, através do romantismo, a pintura de paisagem, antes vista como uma forma inferior de arte, foi altamente aprimorada.
"A árvore solitária", de Caspar David Friedrich. A obra demonstra vários traços característicos das obras românticas, como o culto à natureza, a exaltação da solidão e a fuga da cidade (escapismo).

PRINCIPAIS OBRAS DO ROMANTISMO

Confira abaixo os principais artistas românticos, seguidos de algumas de suas obras:

Literatura
  • ·         William Blake - Sete livros iluminados, O casamento do céu e do inferno, Jerusalém, etc.
  • ·         Samuel Taylor Coleridge – A balada do velho marinheiro, Kubla Khan, Cristabel, etc.
  • ·         William Wordsworth – Solitário qual nuvem vaguei, O prelúdio, Ode ao dever, etc.

Pintura
  • ·         Francisco de Goya – Três de maio de 1808 em Madrid (ou Os fuzilamentos de três de maio), Saturno devorando um filho, A maja nua, A maja vestida, etc.
  • ·         William Turner – O navio negreiro, Chuva, vapor e velocidade, A batalha de Trafalgar, etc.
  • ·         Caspar David Friedrich – Caminhante sobre o mar de névoa, Monge à beira-mar, O mar de gelo, etc
  • ·         Eugène Delacroix – A liberdade guiando o povo, O massacre de Quios, A morte de Sardanápalo, etc.

Escultura
  • ·         Antoine-Louis Barye – Teseu e o minotauro, Leão e serpente, Águia e serpente, etc.
  • ·         Pierre Jean David – Reavivando a Grécia, A morte de Aquiles, Louis II, etc.

·          
CONTEXTO HISTÓRICO

O Romantismo surgiu durante o período conhecido como Era das Revoluções (compreendido, aproximadamente, entre os anos de 1774 e 1849), no qual diversas transformações políticas, sociais e econômicas ocorreram no ocidente. Entre os principais movimentos revolucionários da época estão a Revolução Americana e a Revolução Francesa.
Movidos pelos mesmos ideais de mudança, os artistas românticos passaram a mudar não só a teoria e a prática de suas artes, mas também a própria forma com que percebiam o mundo. Essa transformação ultrapassou o campo artístico e teve imenso impacto na filosofia e na cultura ocidental, que passou a aceitar a emoção e os sentidos como uma forma válida de experimentar a vida.

ROMANTISMO EM PORTUGAL

O Romantismo em Portugal tem como marco inicial a publicação, em 1825, do poema "Camões", escrito por ALMEIDA GARRETT. A obra foi produzida durante seu exílio em Paris.
Os primeiros anos do Romantismo português coincidem com as lutas civis entre liberais e conservadores. A renúncia de Dom Pedro ao trono brasileiro e sua luta pelo trono de Portugal ao lado dos liberais, veio intensificar esses conflitos.

ROMANTISMO NO BRASIL

O romantismo no Brasil guarda muitas semelhanças com o movimento romântico europeu, mas, ao mesmo tempo, possui diversas peculiaridades marcadas pelo contexto histórico local. Assim, além do subjetivismo, do culto à natureza e do sentimentalismo, o romantismo no Brasil foi fortemente marcado pelo nacionalismo, pela exaltação do índio, escapismo, entre outras características próprias.
Apesar de envolver diversas áreas da arte, o período romântico no Brasil foi fortemente voltado para a literatura e poesia. Nesse sentido, o romantismo brasileiro passou por três períodos:
  • ·         Primeira Geração

Motivada pela recente Independência do Brasil em 1822, a primeira geração do romantismo brasileiro foi marcada por uma forte necessidade de afirmar a cultura local e romper com a influência europeia. Assim, as obras frequentemente transmitiam valores nacionalistas e adotavam o indianismo, que exaltavam os índios como heróis representantes da cultura.
  • ·         Segunda geração

A segunda geração do romantismo brasileiro surgiu na metade do século XIX e foi muito influenciada pelas obras do poeta inglês Lord Byron. Assim, as características mais marcantes desta época eram o pessimismo, desilusão, exaltação da morte, depressão e solidão. Por esse motivo, o período também é chamado de “ultrarromântico” ou “mal do século”.
  • ·         Terceira geração

A terceira geração se iniciou por volta de 1860 e possuía um foco altamente político e social, influenciada pelas obras de Victor Hugo. Assim, os artistas transmitiam em suas obras ideais abolicionistas, críticas sociais e de valorização da liberdade. O período também é chamado de “geração condoreira” em referência a um condor, tido como símbolo da liberdade.

ESCOLAS LITERÁRIAS


Escolas Literárias

As Escolas Literárias são as formas como estão divididas a literatura mediante as características apresentadas em cada uma delas. Essa divisão depende, entre outros aspectos, principalmente dos momentos históricos.
Também chamadas de movimentos literários, as escolas literárias dividem-se em eras, sendo elas: era colonial e era nacional.

Escolas da Era Colonial

As escolas da era colonial refletem a influência da literatura portuguesa, afinal surge com o descobrimento do Brasil até alguns anos antes da sua independência.

Escolas
Características
Autores e Obras
Quinhentismo (1500 - 1601)
Textos de caráter informativo e de caráter pedagógico.
·         Pero Vaz de Caminha - Cartade Pero Vaz de Caminha a el-rei D. Manuel
·         Gândavo - Tratado da Terra do Brasil
·         José de Anchieta - Poema à Virgem
Barroco
(1601 - 1768)
Caracteriza-se pelos detalhes, pelo exagero e pelo rebuscamento. Nele destaca-se o cultismo e o conceptismo.
·         Gregório de Matos - Triste Bahia
·         Bento Teixeira - Prosopopeia
·         Botelho de Oliveira - Música do Parnaso
Arcadismo
(1768 - 1808)
Exaltação da natureza e linguagem simples. Este período literário é marcado principalmente pela simplicidade dos temas abordados.
·         Cláudio Manuel da Costa - Obras Poéticas
·         Santa Rita Durão - Caramuru
·         Tomás Antônio Gonzaga - Marília de Dirceu


Escolas da Era Nacional

As escolas da era nacional caracterizam-se pela autonomia da literatura brasileira, cujo país, nesse momento, já é independente :
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Escolas
Características
Autores e Obras
Romantismo (1836 - 1881)
Cada uma das fases do Romantismo apresenta características distintas:
1.ª fase: nacionalismo e indianismo
2.ª fase: egocentrismo e pessimismo
3.ª fase: liberdade
·         1.ª fase: Gonçalves Dias - Canção do Exílio
·         2.ª fase: Álvares de Azevedo - Lira dos Vinte Anos
·         3.ª fase: Castro Alves - O Navio Negreiro
Realismo
Naturalismo
Parnasianismo
(1881 - 1893)
Realismo: objetividade, temática social, linguagem objetiva
Naturalismo: linguagem mais próxima da coloquial, temática polêmica
Parnasianismo: arte pela arte, culto à forma
·         Realismo: Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas
·         Naturalismo: Aluísio de Azevedo - O Mulato
·         Parnasianismo: Olavo Bilac - Tratado de Versificação
Simbolismo
(1893 - 1910)
Subjetivismo, espiritualidade e misticismo são características que refletem o estilo desta escola.
·         Cruz e Sousa - Tropos e Fantasias
·         Alphonsus de Guimarães - Kyriale
·         Augusto dos Anjos - Eu
Pré-Modernismo
(1910 - 1922)
O Pré-Modernismo rompe com o academicismo, além do que é marcado pela marginalidade das suas personagens.
·         Euclides da Cunha - Os Sertões
·         Lima Barreto - Triste Fim de Policarpo Quaresma
·         Graça Aranha - Canaã
Modernismo
(1922 - 1950)
O Modernismo se divide em três fases, caracterizadas por:
1.ª fase: renovação estética, radicalismo
2.ª fase: temáticas nacionalistas
3.ª fase: inovações linguísticas e experimentações artísticas
·         1.ª fase: Manuel Bandeira - Libertinagem
·         2.ª fase: Graciliano Ramos - Vidas Secas
·         3.ª fase: Clarice Lispector - A Legião Estrangeira
Pós-Modernismo
(1950 - até hoje)
Espontaneidade, liberdade artística, multiplicidade de estilos e combinação de tendências são as principais marcas dessa escola literária.
·         Ariano Suassuna - Auto da Compadecida
·         Millôr Fernandes - Millôr Definitivo: A Bíblia do Caos
·         Paulo Leminski - Agora é que são Elas