segunda-feira, 22 de abril de 2019

Romantismo-Resumo de Obras literárias

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A MORENINHA

 Autor-Joaquim Manuel de Macedo

 Tema: fidelidade de um amor de infância

           Augusto e Carolina, personagens centrais do romance, são volúveis e inconstantes em seus sentimentos. Augusto é estudante de Medicina no Rio de Janeiro, onde tem alguns colegas como Filipe, irmão de Carolina, Leopoldo e Fabrício. Carolina vive com a avó D. Ana. Joaninha, Quiquinha, Clementina e Gabriela são primas e amigas de Carolina.
             Quando, juntamente com os colegas de faculdade de Medicina, Augusto chega a Paquetá e se encontra com Carolina, começam a aparecer algumas mudanças nas atitudes e sentimentos de ambos.
           Essa transformação e o sólido amor que nasceu entre eles são explicados posteriormente ao chegarem à certeza de que sua união já estava programada há muito tempo, por eles próprios.
         Na verdade, eles se haviam conhecido, ainda crianças, numa praia, e prometeram-se mutuamente em casamento assim que chegassem à maioridade. Depois daquele encontro, nunca mais haviam se encontrado, esperança do reencontro e do cumprimento da promessa fizera com que não se ligassem seriamente a ninguém.
            Com o casamento de Carolina e Augusto, este é obrigado a escrever um romance intitulado "A Moreninha"   (apelido de Carolina ), para pagar uma aposta perdida para Felipe: Augusto apostara que nunca iria se apaixonar por ninguém naquelas férias.
           "O clima deste romance é o da despreocupação alegre da juventude que, em meio à garridice dos passeios e dos namoricos, vai vivendo as horas e os dias fugazes "que não voltam mais". Tendo como cenário o Rio de Janeiro e uma de suas ilhas, criou Macedo um dos tipos mais queridos do romance brasileiro, a personagem feminina mais cativante da nossa Literatura. Por apelido Moreninha, de nome Carolina, ela há muito tempo se tornou o símbolo dos amores juvenis.
            A Moreninha era o tipo perfeito de adolescente do século passado, entre 14 e 15 anos. Pertencia à pequena burguesia fluminense em pleno florescimento. Alegre, saltitante, brejeira e traquinas, nada levava definitivamente a sério, brincava com as pessoas e os sentimentos, enquanto esperava o seu eleito. Ela aparece no romance em meio a outras mocinhas e senhoras, numa festa "na ilha de ..." ( o autor não diz qual á a ilha ), e é descrita como um beija-flor no salão, sentando-se e levantando-se a cada momento, ora desfolhando um lindo pendão de rosas, ora derramando água-de-colônia no chapéu de um convidado, ora beliscando o seu irmão Filipe ou fazendo caretas para um amigo deste.
            A princípio, o estudante Augusto, que iria a ser seu o amado, acha-a estouvada, caprichosa e até feia. Na opinião de uma senhora, ela era "travessa como um beija-flor, inocente como uma boneca, faceira como o pavão, e curiosa ... como uma mulher". Era assim a Moreninha, tal como descreve Macedo, e assim ela ficou célebre e ganhou vida e tradição."














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