terça-feira, 26 de maio de 2020

GÊNERO LÍRICO,ÉPICO E DRAMÁTICO

Aulas de Inglês - Portal Addwisers

Gêneros Literários


            A Literatura é um instrumento de comunicação e de interação social; ela transmite os conhecimentos e a cultura de um povo.


O texto literário se organiza em gêneros literários.


Os textos literários são divididos em dois grupos: textos em verso, textos em prosa.

Os textos em verso são os poemas, aqueles que são formados por versos; os textos em prosa são aqueles construídos em linha reta, organizados em frases, parágrafos, capítulos, partes etc.

Gênero Lírico

O gênero lírico é o texto onde há a manifestação de um eu lírico. Esse expressa suas emoções, ideias, mundo interior ante o mundo exterior. São textos subjetivos, normalmente os pronomes e verbos estão em 1ª pessoa e a musicalidade das palavras é explorada.

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os pulsos e os punhos cortados
E o resto do meu corpo inteiro.
(Titãs)


Gênero Épico


Nos textos que pertencem ao gênero épico há a presença de um narrador que conta uma história que envolve terceiros.
Os textos épicos narram a história de um povo ou de uma nação, geralmente são textos longos envolvendo viagens, guerras, aventuras, gestos heroicos e há exaltação de heróis e seus feitos.

Gênero Dramático

O gênero dramático expõe o conflito dos homens e seu mundo, as manifestações da miséria humana. Os textos que são produzidos com o intuito de serem dramatizados pertencem ao gênero dramático; assim, os atores fazem o papel das personagens.


segunda-feira, 11 de maio de 2020

Atividades ( Pré - Modernismo)





Pré-Modernismo, o que é, características e os autores que brilharam



Exercícios sobre Pré-Modernismo

1 – Na figura de ________, Monteiro Lobato criou o símbolo do brasileiro abandonado ao seu atraso e miséria pelos poderes públicos.
a) O Cabeleira
b) Jeca Tatu
c) João Miramar
d) Blau Nunes
e) Augusto Matraga

2 –Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe–me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê–los,
E há de deixar–me apenas os cabelos,
Na frialdade ignorância da terra!
ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transição designada como pré-modernista. Com relação à poética e à abordagem temática presentes no soneto, identificam–se marcas dessa literatura de transição, como

a) a forma do soneto, os versos metrificados, a presença de rimas e o vocabulário requintado, além do ceticismo, que antecipam conceitos estéticos vigentes no Modernismo.
b) o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia simbolista, manifesta em metáforas como “Monstro de escuridão e relutância” e “influência má dos signos do zodíaco”.
c) a seleção lexical emprestada ao cientificismo, como se lê em “carbono e amoníaco”, “epigênese da infância” e “frialdade ignorância”, que restitui a visão naturalista do homem.
d) a manutenção de elementos formais vinculados à estética do Parnasianismo e do Simbolismo, dimensionada pela inovação na expressividade poética, e o desconcerto existencial.
e) a ênfase no processo de construção de uma poesia descritiva e ao mesmo tempo filosófica, que incorpora valores morais e científicos mais tarde renovados pelos modernistas.


3 –  “Crítico feroz do Modernismo, grande incentivador da disseminação da cultura, defensor dos valores e riquezas nacionais; conhecido, particularmente, pela sua grande obra 
infantil, em que se destacam os personagens do Sítio do Picapau Amarelo.”
O nome do autor a que se refere a afirmativa acima é:
a) Lima Barreto
b) José Lins do Rego
c) Monteiro Lobato
d) Mário de Andrade
e) Cassiano Ricardo


4 - “Iria morrer, quem sabe naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito bem, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condenava? matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara – todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara.
Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois se fossem… Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada… O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas causas de tupi, do folclore, das suas tentativas agrícolas… restava disto tudo em sua alma uma sofisticação? Nenhuma! Nenhuma!”
(Lima Barreto)

As obras do autor desse trecho integram o período literário chamado Pré-Modernismo. Tal designação para este período se justifica, porque ele:

a) desenvolve temas do nacionalismo e se liga às vanguardas europeias.
b) engloba toda a produção literária que se fez antes do Modernismo.
c) antecipa temática e formalmente as manifestações modernistas.
d) se preocupa com o estudo das raças e das culturas formadoras do nordestino brasileiro.
e) prepara pela irreverência de sua linguagem as conquistas estilísticas do Modernismo.

5  – Fazendo um paralelo entre Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, pode-se afirmar:

a) Em ambas as obras predomina o espírito científico, sendo analisados aspectos da realidade brasileira.
b) Ambas têm por cenário o sertão do Brasil setentrional, sendo numerosas as referências à flora e à fauna.
c) Ambas as obras, criações de autores dotados de gênio, muito enriqueceram a nossa literatura regional de ficção.
d) Ambas têm como principal objetivo denunciar o nosso subdesenvolvimento, revelando a miséria física e moral do homem do sertão.
e) Tendo umas suas peculiaridades estilísticas, são ambas produto de intensa elaboração de linguagem.

6  – Assinale a alternativa incorreta sobre o Pré-Modernismo:

a) Não se caracterizou como uma escola literária com princípios estéticos bem delimitados, mas como um período de prefiguração das inovações temáticas e linguísticas do Modernismo.
b) Algumas correntes de vanguarda do início do século XX, como o Futurismo e o Cubismo, exerceram grande influência sobre nossos escritores pré-modernistas, sobretudo na poesia.
c) Tanto Lima Barreto quanto Monteiro Lobato são nomes significativos da literatura pré-modernista produzida nos primeiros anos do século XX, pois problematizam a realidade cultural e social do Brasil.
d) Euclides da Cunha, com a obra “Os Sertões”, ultrapassa o relato meramente documental da batalha de Canudos para fixar-se em problemas humanos e revelar a face trágica da nação brasileira.
e) Nos romances de Lima Barreto observa-se, além da crítica social, a crítica ao academicismo e à linguagem empolada e vazia dos parnasianos, traço que revela a postura moderna do escritor.

7  – Assinale a alternativa incorreta.

a) Nos primeiros vinte anos deste século, a produção literária brasileira é marcada por diversidades, abrangendo, ao mesmo tempo, obras que questionam a realidade social e obras voltadas para os lugares-comuns herdados de autores anteriores.
b) Pode-se afirmar que um dos traços modernos de Euclides da Cunha é o compromisso com os problemas de seu tempo.
c) A importância da obra de Lima Barreto situa-se no plano do conteúdo, a partir do qual se revela seu caráter polêmico; a linguagem descuidada, porém, revela pouca consciência estética, em virtude de sua formação literária precária.
d) O estilo parnasiano permanece influenciando autores e caracterizando boa parte da obra poética escrita durante o período pré-modernista.
e) Graça Aranha faz parte do conjunto mais significativo de escritores do Pré-Modernismo. Nos anos anteriores à Semana de Arte Moderna, Graça Aranha interveio a favor da renovação artística a que se propunham os escritores modernistas.

8– Lima Barreto é um autor que se caracteriza por criar tipos:

a) rústicos, ligados ao campo.
b) aristocratas, ligados ao campo.
c) aristocratas, ligados à cidade.
d) burgueses, ligados à cidade.
e) populares, ligados ao subúrbio.

9 - O falecimento de uma criança é um dia de festa. Ressoam as violas na cabana dos pobres pais, jubilosos entre as lágrimas; referve o samba turbulento; vibram nos ares, fortes, as coplas dos desafios, enquanto, a uma banda, entre duas velas de carnaúba, coroado de flores, o anjinho exposto espelha, no último sorriso paralisado, a felicidade suprema da volta para os céus, para a felicidade eterna — que é a preocupação dominadora daquelas almas ingênuas e primitivas.
CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição comemorativa do 90.º ano do lançamento. Rio de Janeiro: Ediouro, 1992, p. 78.

Nessa descrição de costume regional, é empregada

a) variante linguística que retrata a fala típica do povo sertanejo.
b) a linguagem científica, por meio da qual o autor denuncia a realidade brasileira.
c) a modalidade coloquial da linguagem, ressaltando–se expressões que traduzem o falar de tipos humanos marginalizados.
d) linguagem literária, na modalidade padrão da língua, por meio da qual é mostrado o Brasil não–oficial dos caboclos e do sertão.
e) variedade linguística típica da fala doméstica, por meio de palavras e expressões que recriam, com realismo, a atmosfera familiar.

10 -“Só ele não fala, não canta, não ri, não ama. Só ele, no meio de tanta vida, não vive.”
Os comentários acima são endereçados por Monteiro Lobato:
a) ao nordestino.
b) ao menor.
c) ao sertão.
d) ao caboclo.
e) ao paulistano.

11 -Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem… Em que lhe contribuía para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada… O importante e que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das coisas do tupi, do folclore, das suas tentativas agrícolas… Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções.
A pátria que quisera ter era um mito; um fantasma criado por ele no silêncio de seu gabinete.

BARRETO, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: www.dominiopubIico.gov.br. Acesso em: 8 nov. 2011.

O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, foi publicado em 1911. No fragmento destacado, a reação do personagem aos desdobramentos de suas iniciativas patrióticas evidencia que:

a) A dedicação de Policarpo Quaresma ao conhecimento da natureza brasileira levou-o a estudar inutilidades, mas possibilitou-lhe uma visão mais ampla do país.
b) A curiosidade em relação aos heróis da pátria levou-o ao ideal de prosperidade e democracia que o personagem encontra no contexto republicano.
c) A construção de uma pátria a partir de elementos míticos, como a cordialidade do povo, a riqueza do solo e a pureza linguística, conduz à frustração ideológica.
d) A propensão do brasileiro ao riso, ao escárnio, justifica a reação de decepção e desistência de Policarpo Quaresma, que prefere resguardar-se em seu gabinete.
e) A certeza da fertilidade da terra e da produção agrícola incondicional faz parte de um projeto ideológico salvacionista, tal como foi difundido na época do autor.

12  -O planalto central do Brasil desce, nos litorais do Sul, em escarpas inteiriças, altas e abruptas. Assoberba os mares; e desata-se em chapadões nivelados pelos visos das cordilheiras marítimas, distendidas do Rio Grande a Minas. Mas ao derivar para as terras setentrionais diminui gradualmente de altitude, ao mesmo tempo que descamba para a costa oriental em andares, ou repetidos socalcos, que o despem da primitiva grandeza afastando-o consideravelmente para o interior.
De sorte que quem o contorna, seguindo para o norte, observa notáveis mudanças de relevos: a princípio o traço contínuo e dominante das montanhas, precintando-o, com destaque saliente, sobre a linha projetante das praias, depois, no segmento de orla marítima entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, um aparelho litoral revolto, feito da envergadura desarticulada das serras, riçado de cumeadas e corroído de angras, e escancelando-se em baías, e repartindo-se em ilhas, e desagregando-se em recifes desnudos, à maneira de escombros do conflito secular que ali se trava entre os mares e a terra; em seguida, transposto o 15º paralelo, a atenuação de todos os acidentes — serranias que se arredondam e suavizam as linhas dos taludes, fracionadas em morros de encostas indistintas no horizonte que se amplia; até que em plena faixa costeira da Bahia, o olhar, livre dos anteparos de serras que até lá o repulsam e abreviam, se dilata em cheio para o ocidente, mergulhando no âmago da terra amplíssima lentamente emergindo num ondear longínquo de chapadas…
Este facies geográfico resume a morfogenia do grande maciço continental.
Euclides da Cunha, Os Sertões

Assinale a alternativa INCORRETA sobre o contexto histórico e literário da prosa pré-modernista a que pertence o fragmento de Os Sertões.

a) Os prosadores pré-modernistas produziram uma literatura problematizadora da realidade brasileira de sua época.
b) Entre os temas pré-modernistas, está o subdesenvolvimento do sertão nordestino.
c) A investigação social presente na prosa pré-modernista colabora para o aprofundamento do sentimento ufanista nacional.
d) A prosa da época é marcada por obras de análise e interpretação social significativas para a literatura brasileira.
e) O pré-modernismo antecipou formal ou tematicamente práticas e ideias que foram desenvolvidas pelos modernistas.

















terça-feira, 14 de abril de 2020

Pré-Modernismo






⇒PRÉ - MODERNISMO NO BRASIL
Embora não constitua uma escola literária propriamente dita, o período de transição que antecede o Modernismo brasileiro foi marcado pelo surgimento de alguns escritores que utilizaram suas obras para problematizar o Brasil. Abordaremos aqui Euclides da cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato, além do poeta Augusto dos Anjos.

Início: Publicação da Obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, em 1922.
Fim : Realização da Semana de Arte Moderna em 1922,evento que “inaugurou” o Modernismo no Brasil.


⇒CONTEXTO HISTÓRICO DO BRASIL

100 anos de greve geral no Brasil: dos anarquistas ao “derruba o ...

A proclamação da República em 1889 não significou, como muitos esperavam, uma mudança significativa nos rumos do país. Entre os fatos ocorridos no final do século XIX e início do XX no Brasil, destacam-se:

·         Guerra de Canudos(1896-1897): confronto na comunidade de Canudos, Bahia, entre 10 mil soldados da República e um movimento popular de fundo sociorreligioso liderado por Antônio Conselheiro, no conflito, morreram aproximadamente 25 mil pessoas.
·         Marginalização dos negros recém-libertados.

·         Substituição da mão de obra escrava pela de imigrantes europeus.

·         Afonso Pena é eleito presidente do Brasil em 1906.

·         Greves operárias em São Paulo, Recife e Rio de Janeiro.

·         Marechal Hermes da Fonseca assume, em 1910, o governo e decreta intervenção em vários estados, desencadeando uma série de conflitos da oposição.

·         Eclosão da Guerra dos contestados em 1912.Greves operárias em São Paulo.

·         Início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Posse do novo presidente do Brasil, Venceslau Brás, política do café com leite.

·         Eclosão de uma greve operária em São Paulo, em 1917, envolvendo 70 mil trabalhadores.

·         Fundação do Partido Comunista Brasileiro em 1922.



⇒EUCLIDES DA CUNHA

Homenagens a Euclides da Cunha

  Decepcionado com o governo de Marechal Floriano Peixoto, Euclides da Cunha abandonou a carreira militar e passou a exercer a função de engenheiro na superintendência de obras públicas de São Paulo.
  Trabalhou também como correspondente para o jornal O Estado de São Paulo e foi responsável pela cobertura jornalística do conflito de saudoso que resultou, em 1902, na publicação de Os Sertões. A obra é estruturada em três partes:

·           A terra: apresentação das características do sertão nordestino (dados sobre o solo, relevo, vegetação, clima...)

·         O homem: apresentação do perfil do sertanejo, da influência do meio sobre esse homem e do líder messiânico Antônio Conselheiro.

·         A luta: narração dos conflitos entre o exército e os conselheiristas e descrição detalhada da destruição do Arraial de Canudos.

  Euclides da Cunha realizou uma rigorosa análise científica de um fato histórico, a guerra de Canudos, motivo pelo qual a obra se situa entre a sociologia, a antropologia e a literatura. Do naturalismo, Euclides herdou uma visão determinista, aplicada à análise a que se propõe na obra Os sertões, e, antecipando uma marca do regionalismo modernista, o autor revelou em detalhes um mundo desconhecido dos leitores urbanos.



 ⇒LIMA BARRETO

Biografia de Lima Barreto - eBiografia


  Lima Barreto era mestiço e sofreu preconceito por conta disso. Sua sobrevivência foi garantida graças a seu trabalho como jornalista. Esteve internado em hospício devido ao alcoolismo. Esses problemas, direta ou indiretamente, aparecem como temas das obras de Lima Barreto.

 Lima Barreto publicou uma série de livros, dos quais destacam-se Recordações do escrivão Isaías caminha (1909), obra de caráter autobiográfico em que um personagem do interior sofre preconceito no Rio de Janeiro. No romance inacabado Clara dos Anjos (1948), uma “mulatinha, filha de um carteiro” é seduzida por um malandro do subúrbio, Cassi Jones.
  O Triste fim de Policarpo Quaresma conta uma história que teve lugar durante o governo de Marechal Floriano Peixoto (conhecido como Marechal de Ferro por conta de seu rigor), que ocorreu entre 1891 e 1894.
  O autor faz referências, por exemplo, à Revolta da Armada, rebelião organizada pela Marinha brasileira para fazer oposição aos dois primeiros governos republicanos do Brasil, que cada vez mais apresentavam características da ditadura: primeiramente o governo de Marechal Deodoro da Fonseca e, em seguida, o governo do Marechal Floriano Peixoto.
  Além de o contexto histórico de Triste fim de Policarpo Quaresma ter como base o governo ditatorial de Floriano Peixoto, o autor também fez críticas sociais a algumas questões da sociedade dessa época, como, por exemplo, a troca de favores políticos, as injustiças sociais e a burocracia.
   A obra se divide em três partes, ligadas aos projetos do protagonista:

Projeto Nacionalista: estudo minucioso de Quaresma das tradições do Brasil (violão, folclore, língua tupi-guarani etc.).

Projeto Agrícola: Quaresma adquire uma propriedade rural, o sítio do sossego, e fracassou na tentativa de aplicar nas terras o que aprendeu nos livros.

Projeto Político: Após o fim do seu projeto agrícola, engaja-se como voluntário nas tropas lideradas pelo Marechal Floriano Peixoto (Revolta da Armada) para lutar pelos ideais republicanos e tem seu triste fim injustamente decretado.



⇒MONTEIRO LOBATO

Monteiro Lobato


  Foi um escritor e editor brasileiro pré-modernista. Considerado um dos maiores autores de histórias infantis, sua obra mais conhecida é O Sítio do Picapau Amarelo, composta de 23 volumes.
 Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto.
 Com 13 anos foi estudar em São Paulo. Registrado José Renato Monteiro Lobato, resolveu mudar de nome, pois queria usar a bengala de seu pai, que havia falecido em 1898.
 A bengala tinha as iniciais J B M L gravadas no topo do castão. Assim, mudou de nome e passou a se chamar José Bento, para que suas iniciais ficassem iguais às do pai.
 Em 1904 formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté onde conheceu Maria Pureza Natividade, com quem se casou um ano depois de ser nomeado promotor público na cidade de Areias, em 1907.
 Nessa época pintava e escrevia artigos para os jornais do Rio, Santos e São Paulo. Mais Tarde escreveu “Cidades Mortas”, livro que retrata a agonia da cidade quase abandonada.
 Permaneceu em Areias até 1911, quando morreu seu avô o Visconde de Tremembé, deixando-lhe de herança uma fazenda em Taubaté, para onde se mudou.
 Em 1917, vende a fazenda e muda-se para Caçapava. Nessa época, dedica-se definitivamente à literatura e funda a revista Paraíba, fechada em seguida.
 Muda-se para São Paulo, colabora com a Revista do Brasil, transformando-a em um núcleo de defesa da cultura nacional.

➤CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS

 Como escritor literário, Monteiro Lobato situa-se entre os autores regionalistas do Pré-Modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula.
 Geralmente, o universo retratado pelo escritor são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, no momento da crise do plantio do café.
 Monteiro Lobato foi um contador de histórias, preso ainda a certos modelos realistas. Dono de um estilo cuidadoso, não perdeu a oportunidade para criticar certos hábitos brasileiros, como a cópia de modelos estrangeiros.
 Sua ação, além do círculo literário, como intelectual polêmico se estende também ao plano da luta política e social. Moralista e doutrinador, aspirava o progresso material e mental do povo brasileiro.



  
⇒AUGUSTO DOS ANJOS

12 de novembro na história: Morre o poeta Augusto dos Anjos – Info24


  Augusto dos Anjos (1884-1914) foi um poeta brasileiro, considerado um dos poetas mais críticos de sua época. Foi identificado como o mais importante poeta do pré-modernismo, embora revele em sua poesia, raízes do simbolismo, retratando o gosto pela morte, a angústia e o uso de metáforas.
Declarou-se "Cantor da poesia de tudo que é morto". Durante muito tempo foi ignorado pela crítica, que julgou seu vocabulário mórbido e vulgar. Sua obra poética, está resumida em um único livro "EU", publicado em 1912, e reeditado com o nome "Eu e Outros Poemas".
  Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, conhecido como Augusto dos Anjos, nasceu no engenho "Pau d'Arco", na Paraíba, no dia 22 de abril de 1884. Filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e de Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos.
  Recebeu do pai, formado em Direito, as primeiras instruções. No ano de 1900, ingressou no Liceu Paraibano e nessa época compôs seu primeiro soneto, "Saudade".
  Augusto dos Anjos estudou na Faculdade de Direito do Recife entre 1903 e 1907. Formado em Direito, retornou para João Pessoa, capital da Paraíba, onde passou a lecionar Literatura Brasileira, em aulas particulares.
  Em 1908 foi nomeado para o cargo de professor do Liceu Paraibano, mas em 1910, foi afastado da função por se desentender com o governador. Nesse mesmo ano casa-se com Ester Fialho e muda-se para o Rio de Janeiro, depois que sua família vendeu o engenho Pau d'Arco.
  No Rio de Janeiro, Augusto dos Anjos lecionou literatura em diversos cursinhos. Lecionou Geografia na Escola Normal, depois no Instituto de Educação e no Ginásio Nacional. Em 1911 foi nomeado professor de Geografia, no Colégio Pedro II. Durante esse período, publicou vários poemas em jornais e periódicos.

⇒SUA ÚNICA OBRA “EU”

  Em 1912, Augusto dos Anjos publicou seu único livro "EU", com 58 poemas, que chocou pela agressividade do vocabulário e por sua obsessão pela morte.
Integram à sua linguagem termos considerados antipoéticos, como "podridão da carne”, “cadáveres fétidos” e “vermes famintos". Como também por sua retórica delirante, por vezes criativa, por vezes absurda, como no poema: Psicologia de um vencido.
  Embora contemporâneo da geração simbolista, Augusto dos Anjos permaneceu à margem da escola. Sua obra apresenta na verdade uma experiência única na literatura universal: a união do Simbolismo com o cientificismo naturalista.
  Por isso, dado o caráter sincrético de sua poesia, está situado entre o grupo pré-modernista. Sua poesia anti-lírica, abriu a discussão sobre os conceitos de “boa poesia”, mas preparou o terreno para a grande renovação modernista. Em 1919, sua única obra foi reeditada como: “Eu e Outras Poesias”.






⇒VANGUARDAS NA EUROPA E NO BRASIL


As vanguardas europeias foram movimentos artísticos (artes plásticas e literatura), ocorridos na Europa durante o século XX, que apresentavam como principais características a oposição ao academicismo (tradicionalismo) e a adoção de projetos inovadores e experimentais.
As cinco principais correntes vanguardistas foram: futurismo, cubismo, dadaísmo, expressionismo e surrealismo.




Futurismo: manifesto, artistas, obras e no Brasil - Toda Matéria

➤Futurismo: primeiro movimento merecedor da classificação de vanguarda, caracteriza-se pelo interesse ideológico na arte. Sua produção preconiza a subversão radical da cultura e dos costumes, negando o passado em sua totalidade e pregando a adesão à pesquisa metódica e à experimentação estilística e técnica.

·         Marinetti foi o principal expoente do futurismo.
·         A velocidade das máquinas,o progresso e a tecnologia foram temas constantes na arte futurista.
·         Os futuristas expuseram suas ideias por meio de manifestos


caracteristicas das vanguardas europeias | Citaliarestauro.com

➤Cubismo: resultado das experiências de Pablo Picasso (1881 – 1973) e de Georges Braque (1882 – 1963), esteve, inicialmente, ligado à pintura e teve por princípio a valorização das formas geométricas. Na literatura, caracteriza-se pela fragmentação da linguagem e geometrização das palavras, dispostas no papel de maneira aleatória a fim de conceber imagens.

·         Os cubistas recusavam a ideia de que a arte deveria imitar a natureza.
·         Utilizando planos geométricos, os artistas cubistas procuravam reconstruir as formas sobre vários ângulos diferentes.
·         Na poesia, os cubistas dispuseram versos em linhas curvas, antecipando o concretismo, além de utilizarem o humor em suas criações.


Dadaísmo: o mais radical dos movimentos de vanguarda | da literatura
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➤Dadaísmo: surgido em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), constitui um grito de revolta contra o capitalismo burguês e o mundo em guerra. Por isso, os dadaístas são contra as teorias e ordenações lógicas.

·         Recusavam os valores burgueses.
·         Negavam a lógica da linguagem, da arte e da ciência.
·         A postura liberta dos artistas ligados ao Dadaísmo serviu de base para o surgimento de movimentos artísticos importantes como o Surrealismo, a Arte conceitual, A Pop art. e o expressionismo abstrato.

Vanguardas europeias: quais são, características - Mundo Educação
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➤Expressionismo: tem como herança a arte do final do século 19 e valoriza aquilo que chama de expressão: a materialização criativa (na tela ou no papel) de imagens geradas no mundo interior do artista.

·         A arte deveria representar necessariamente uma crítica a sociedade.
·         As cores utilizadas nos quadros expressionistas são fortes, contrastantes, com pinceladas vigorosas, criando figuras por vezes deformadas e distantes dos padrões de beleza.


El Surrealismo que no muere nunca - La Web de la Cultura

➤Surrealismo: como o Expressionismo, preocupa-se com a sondagem do mundo interior, a liberação do inconsciente e a valorização do sonho. Esse fascínio pelo que transcende a realidade aproxima os surrealistas das ideias do psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856 – 1939).

·         O mundo dos sonhos e a irracionalidade são elementos presentes nas obras surrealistas.
·         A livre associação de ideias foi um  dos recursos utilizados na produção dessa vanguarda.